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Perigo a céu aberto,População teme que antigo prédio administrativo do Ceape desabe


Destroços ficam expostos (Foto: Amanda Franco/ G1)




Uma parte do prédio onde funcionava a parte administrativa do Centro de Abastecimento de Petrolina, no Sertão pernambucano, começou a ser demolido, mas segundo as pessoas que passam pelo local, está com os trabalhos paralisados desde o início da semana. Muito entulho e partes das paredes ameaçando desabar. O entulho não está protegido com tapumes, ficando exposto e o prédio em ruínas fica aberto.

Esta situação tem causado medo em quem precisa trafegar próximo ao prédio. Severino Nogueira passa, pelo menos, quatro vezes pela Avenida Sete de Setembro e teme que a parte ainda em pé desabe sobre pessoas ou veículos. “É bastante perigoso. Eles começaram a quebrar o prédio e pararam. Toda a área está aberta. Uma criança passa e pode ser atingida. Se chover, é arriscado desabar. Qualquer pessoa que vê vai perceber que é perigoso”, contou Severino.


Catiane de Amorim transita a pé pelos destroços para poder chegar ao trabalho. Ela conta que teme que pessoas com má intenção possam ficar escondidas em meio aos destroços e tenta proteger-se, principalmente próximo ao anoitecer. “É perigoso! À noite eu não tenho nem coragem de pegar o ônibus alí por falta de segurança. Além de quê fico preocupada por desabar”, disse.

Adeildo Souza compara a atual situação do prédio a de uma guerra. “Parece mais um bombardeio!", destaca. Para ele, a demolição deveria, pelo menos, estar protegida e ser finalizada o quanto antes. “Eu acho uma falta de compromisso da prefeitura e um desrespeito com os locatários. Se tem que demolir, que seja, mas todos os dias derrubar um pedacinho, é horrível. A justiça deveria interferir e resolver este problema”, ressaltou.

José Ercílio é catador de reciclagem e vai buscar ferro (Foto: Amanda Franco/ G1)José Ercílio é catador de reciclagem e vai buscar ferro (Foto: Amanda Franco/ G1)

Em meio aos destroços, um senhor estava logo abaixo de uma das paredes penduradas em ferros. Era José Ercílio, que trabalha com reciclagem há mais de 10 anos. Ele procurava pedaços de ferro para poder ganhar dinheiro, mas não percebia o perigo de estar lá. “Não tinha pensado que poderia desabar, mas quando eu tirar aquele vou embora”, lembrou o idoso.

O catador de reciclagem disse ainda que há alguns dias a prefeitura não vai ao local para continuar a demolição. “Todos os dias eu venho aqui. A prefeitura parou desde terça-feira. Derrubaram uma parte e não vieram mais”, contou.

De acordo com o secretário executivo do Centro Administrativo, que será construído no local, Marcondes Prazeres, a previsão para que o município termine a demilição do prédio é até o final do mês de outubro. “Achávamos que a demolição daria para fazer em um dia, mas a máquina tinha que fazer outros serviços para a prefeitura e precisamos dela para continuar a demolição”, disse o secretário.

A respeito da insegurança, Marcondes afirmou ao G1 que foi pedido que o local fosse sinalizado com faixa zebrada, porém as ruínas não serão fechadas com tapumes, por exemplo. “Vamos sinalizar com a finalidade de caracterizar o perigo, para que as pessoas não passem por lá. A faixa é suficiente para alertar o pedestre a não entrar na área, mas não impede o acesso de bandido”, destacou o secretário executivo.

Marcondes Prazeres disse ainda que não está autorizado a retirada de material para reciclagem. Após a demolição, a Secretaria de Infraestrutura ficará responsável pela retirada do entulho.

Em nota, a assessoria de comunicação da secretaria de ordem Pública informou que uma peça da máquina que utilizada para a demolição quebrou, mas que as atividades deverão ter continuidade na próxima semana.

(fonte: Amanda Franco Do G1 Petrolina)