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Ibama apreende mais de 80 kg de cari comercializados na Orla de Petrolina

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Os agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagraram na manhã desta terça-feira (19) mais de 80 kg de cari, um peixe típico do Rio São Francisco, sendo comercializado na Orla de Petrolina, no Sertão pernambucano. No local também foram encontrados cerca de 100 exemplares vivos.

O pescado estava distribuído em oito barracas sendo tratado para a venda. De acordo com o analista ambiental e engenheiro de pesca do Ibama, Vanderlei Pinheiro, a captura do cari é feita em geral com a utilização de redes, o que está proibido nesta época de piracema, período do ano em que os peixes sobem o rio para reprodução.



O cari é estimulado pela água nova e neste tempo ele começa a fazer um movimento migratório para reprodução”, explicou o chefe do Ibama. Segundo o representante, o Instituto já recebeu várias denúncias sobre a ilegalidade distribuída em toda parte da cidade como feiras, às margens do Rio e em bares. “Estamos fazendo nosso trabalho de fiscalização para que não se extinga o peixe. O Ibama não é contra o consumo da espécie. O permitido são 5kg e mais um exemplar de peixe por dia por pescador, desde que o bicho não seja capturado em rede”, disse Vanderlei.


As pessoas flagradas serão autuadas e receberão uma multa que varia entre R$ 700 a R$ 100 mil e mais R$ 20 por cada quilo de peixe capturado. O produto apreendido será doado a instituições filantrópicas da cidade.




Poluição do meio ambiente

Nos locais onde os caris são tratados para a comercialização são jogados ao lado as cabeças e o casco, o que, segundo Vanderlei Pinheiro, é uma forma de poluição do rio. “O rio já está tão degradado e o óleo também cai nele. Isso gera uma revolta na sociedade, já que aqui é a praia em Petrolina e não se pode tratar desse jeito o meio ambiente”, disse o representante do Ibama.


G1 Petrolina