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Requerimento sobre eventos causa discussão e acusação entre vereadores


A sessão desta quinta-feira (04) seguia tranquila. Em pauta, os projetos de autoria do Legislativo instituía o dia do pastor evangélico e o outro tratava da proibição do consumo de alimentos não saudáveis nas escolas e orientava o Município a adquirir produtos de origem orgânica e agroecológica, mas um requerimento do vereador Gabriel Menezes sacudiu o plenário. O oposicionista solicitou da administração municipal, os valores cobrados aos produtores de eventos que utilizam o Pátio de Eventos Ana das Carrancas, suspeitando de uma discrepância entre o que é praticado entre os empresários do ramo que residem na cidade e os que vem de fora. As insinuações motivaram um discurso acalorado do vereador Ronaldo Cancão que disparou serias críticas à gestão passada.


 “Poucos tem moral de fala de eventos. Eu tenho moral. Esse requerimento precisa ser mais informalizado (sic), primeiro não é metro quadrado é ISQN. Está no artigo 136 do Código Tributário, é 5%. O valor do Se For Beber Me Chame foi de R$ 4 mil do ISQN (imposto sobre qualquer natureza) e o valor de Roberto Carlos não pode ser cobrando ainda porque o evento ainda não se realizou, mas tem uma planilha. A planilha que o governo imoral no passado não aplicou. Solicitei o ISS de todos os eventos, não chegou um na Câmara porque o Governo não tinha moral, o governo tinha corrupção nos eventos. Formaram uma quadrilha organizada para roubar o dinheiro público e hoje o tédio e o ódio querem transformar o prefeito Miguel Coelho na mesma prática do passado. Respeite o prefeito. Sabe o que acontecia no passado? Eu quero perguntar onde está o dinheiro da Skol, do São João de 2013? Guardado no guarda roupa da casa de um secretário, R$ 400 mil”, bradou em seu discurso. Ronaldo Cancão ainda ofereceu ao colega uma cópia do Código Tributário para Gabriel Menezes, alegando que o colega tinha muito o que estudar.


As declarações de Ronaldo Cancão foram endossadas por outros situacionistas que julgaram o requerimento de Gabriel Menezes como resultado de um legislador inexperiente.


 Ao voltar a se pronunciar Gabriel Menezes deixou sua justificativa, negou inexperiência e disparou para Ronaldo Cancão: “Quero saber em qual escola o senhor estudou pra não passar nem pela frente dela”, classificando o situacionista como o verdadeiro despreparado. “Lamentar todo esse tumulto. Eu sei que em nada esse tipo de discussão colabora para que a gente passe uma boa imagem do legislativo para a população. E dizer que entendo toda essa manifestação contrária a esse requerimento como justificativa para derrotar e reprovar meu requerimento que nada mais que do que provar que os produtores de eventos locais não recebem o mesmo tratamento que os de fora. Eu vou poder provar,  seja através da Justiça, como estão sendo usados aqui dois pesos e duas medidas. E como o vereador Ronaldo Silva me sugeriu que fosse estudar eu aceito sua sugestão e o seu conselho, mas eu gostaria que o senhor me mandasse junto com o seu código tributário que me prometeu, o nome da escola em que o senhor se formou porque eu não quero correr o risco de passar nem por perto dela”.

 Insatisfeito com a provocação, Cancão partiu para a acusação.“A escola que o senhor fez parte, a escola que o senhor que show de Mano Valter pra se promover e se eleger. O senhor usurpou o patrimônio público para se promover fazendo show”.



Após essas declarações o presidente da mesa, Osório Siqueira cortou os microfones do vereador de situação e deu prosseguimento a sessão. O requerimento de Gabriel Menezes foi reprovado após votação no plenário da Casa Plínio Amorim.







Grande Rio FM