Suposto cúmplice de hacker diz ter sido alvo de violência psicológica da PF

O DJ preso por suspeita de fazer parte do esquema de invasão de contas do Telegram de autoridades, Gustavo Henrique Elias Santos , disse nesta terça-feira ter sido vítima de violência psicológica praticada por agentes da Polícia Federal quando foi preso. Ele disse ainda que a PF o impediu de entrar em contato com seu advogado, Ariovaldo Moreira. A declaração de Santos foi feita durante a audiência de custódia realizada na 10ª Vara da Justiça Federal do DF.


Santos e sua mulher, Suelen Priscila de Oliveira, também presa na Operação Spoofing, se queixaram de terem sido algemados para serem transportados pela PF até Brasília. Santos, inclusive, foi conduzido algemado até a audiência de custódia — suas mãos só foram liberadas no início da audiência.

Abuso de autoridade
Após a tomada dos depoimentos, a procuradora Márcia Zollinger, representante do Ministério Público Federal na audiência de custódia, solicitou à 10ª Vara Federal o fornecimento de cópias da audiência de custódia para enviar o material à Superintendência da PF em Brasília e à Corregedoria da PF para investigação de eventual abuso de autoridade e eventual descumprimento da súmula 11 do Supremo Tribunal Federal, que permite o uso de algemas apenas em caso de resistência, risco de fugo ou perigo à integridade física.

- Considerando os relatos dos presos, especialmente do Gustavo [Santos] e da Suelen de que teriam sofrido pressões psicológicas e os relatos dos quatro presos de que teriam sido algemados, o MPF solicita a cópia de todos os depoimentos da audiência de custódia para encaminhamento ao superintendente da Polícia Federal para apurar descumprimento da súmula 11 e se houve eventual abuso de autoridade - afirmou a procuradora.

G1

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